CITAÇÕES DISPENSÁVEIS

sexta-feira, abril 15, 2011 23 Comments A+ a-



O rancor é aquele artifício que nasceu idiota e teve algumas aulas de piano que o pseudo-credenciaram a ser maior do que realmente é.
Quisera eu não fazer força pra enxergar essas nuances emocionais próprias de quem não leva a sua dignidade na academia e se arrasta vergonhosamente pelos fundos de quintal do mundo.
A natureza das atitudes é falha e indiagnosticável apenas para os sujeitos que detém um profundo desmerecimento. Hollywood não daria nem um papel na figuração para esse tipo de interpretação defensiva e alienada.
Para haver uma conspiração de fato é preciso que exista um estímulo vertiginoso, ou seja, muito mais do que um amontoado de ego descabido e capenga – quase como uma porta sem batentes.
Será uma maldição para todos os indivíduos que usam o oxigênio como combustível ter o desprazer de lidar por todo o sempre com pessoas que insistem em divulgar em cada salivada que tem 4 anos de idade? Deve ser.

Algumas pessoas não entenderam quando disse a frase: ‘Você é linda, da coroa até as cutículas’.
O que seria isso?
Falta de romantismo ou de conhecimento para compreender a forma de faceiragem atribuída no contexto?

E então abrimos todas as nossas redes sociais disponíveis e nos deparamos com um número desesperador de frases de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu como se os mesmos fossem habitantes dos Elíseos, como se fossem sobreviventes de Atlântida, como se fossem representantes da associação de bairro da Via Láctea!

Prefiro acreditar num exemplo pouco inteligente de que Deus criou nossos pulsos para usarmos relógio. Por que tantos querem cortá-los ao som dessas palavras de marasmo interminável que se assemelham a uma reprise de todas as novelas da Thalía?
Não repudio aqui o amor que algumas citações destes indivíduos emana, mas não sejamos extremistas. Não deixem que o (nefasto) amor deles use seu cartão de crédito. Não permita que esse espetáculo – quase sempre - fantasioso use o seu nome para fazer compras parceladas em meses precipiciosos nas Casas Bahia.
Não acredite no sal que não constitui nem 3% das lágrimas desses sujeitos.

Não coloque a sua felicidade num avião que esses autores fretaram. Ele certamente não tem combustível suficiente ou teve sua última manutenção durante a Segunda Guerra Mundial.
Respire sem ajuda desses aparelhos melancólicos, a inspiração não tem sua estrutura em dias cinzas onde o sol foi deportado para outro sistema solar.

Não idolatre os formatos atuais para obtenção de comentários. Não tatue apenas ‘amor’ e ‘dor’ nos seus braços.

A caneta não precisa ser uma faca, ela pode ser um hashi. Use pra degustar a vida. Saboreie. Não engula essas baboseiras mastigadas por quem nunca teve fome.

E comer sem ter fome, além de engordar, é pecado.

Imagem: Valentino Grassi

O SILÊNCIO DA BONDADE

quarta-feira, abril 06, 2011 16 Comments A+ a-

Que os bons não se calem.
Eles sabem que meu silêncio representa algo muito mais sério do que uma noite toda tentando ser prolixo. Se eu estou calado, alguém está sangrando.
Causa assombro qualquer movimento que não siga os gêneros impostos historicamente por porcentagens consideráveis da sociedade. Ao passo da novidade previsível, alibis são descontruídos unicamente pela carência de argumentos.

Que os bons não se calem.
Eles sabem que você procura pelos carinhos simétricos de palavras arquitetadas com um planejamento prévio. Gasta suas economias com um sentimento que minha fábrica não produz. De operário só tenho o afinco em procurar letras incomuns dentro de um oceano de improviso.

Que os bons não se calem.
Eles sabem que você se cansou do mundo. Mas o mundo não liga pra isso.
O mundo quer que você entenda de bebidas e nunca de sentimentos.
O mundo quer a sua carteira, não os seus valores.
O mundo quer o seu pior pra vender como melhor.

Que os bons não se calem.
Eles entendem que esperar só trouxe mais velas pro seu bolo e menos presentes.
Eles entendem que a decepção é um prato que a gente nunca pede, mas o garçom traz as vezes.
E a gente precisa comer.





Leitores de '12 MESES'


*Vanê associou a sensibilidade do autor à nomenclatura dos reis, à maneira que eram tratados os membros da realeza. O autor que não é bobo a revencia veementemente.

*'N' teceu um novelo extremamente encantador aos olhos desde que vos escreve. Elogios são semore bem vindos mas o que esta criatura sublime descreveu foi de uma candura irrepreensível. Que honra.

*Ju Fuzetto provavelmente nasceu com açúcar nas mãos. Passeou pelas estações, classificou todas as palavras juntas e por fim creditou-me a magia. Simplesmente magnífica.

*Franck coloca um pouco de violência na maneira com que o texto do autor se expressa com as pessoas. Confesso que adorei essa visão. Quanto ao calendário, as folhas estão aí pra todos que quiserem rasgar, viver, 'desfolhar'.

*Daniela Filipini disse que as letras do autor são como glicose. Que possa existir uma overdose saudável disso.

*Larissa relatou sobre seus ouvidos privilegiados quanto às palavras do autor. Colocou uma beleza que faltava no texto, além de declarar surpresa quanto a atualização. Se os textos estão claros e otimistas, ela certamente tem participação nos lucros.

*Nina usa uma modéstia descomunal no comentário que julguei o mais sincero que recebi. Todas as palavras são válidas e acredite, você as escolheu muito bem.

*Ariela
revelou que inflou-se de felicidade inexplicável e deixou o autor com uma gratidão absurda quando citou a sintonia que lhe acometeu durante sua honrada leitura.

*Patrícia afirmou que todas as sentenças do post conseguiram tocar as duas nuances mais complexas de se equilbrar: coração e imaginação. Apenas a sua leitura garantiu tamanho esclarecimento. Lisonjeado ao cubo.

*Winny Trindade transcede as linhas e denomina ter ficado com os 5 sentidos em pleno funcionamento, Os detalhes são a fixação do autor e toda vez que alguém percebe, sei que vale a pena qualquer coisa.

*Olhar aposta na distinção deste que vos escreve e eu aposto na indulgência da sua leitura.

*Gabriela Freitas
sentiu-se confortável nas cadeiras do Teatro e afirmou que a intensidade das palavras a fez ficar até o final. E que volte sempre para novas exibições, seu lugar estará reservado.

*Suélen Breiser demonstra uma personalidade encantadora e questiona se o autor já publicou algum livro. A resposta: Não. Este que vos escreve apenas oferece letras ao vento e o espaço do BLOG consegue colocá-las numa velocidade compreensível. Grato por sua visita e ansioso por novos capítulos.

*Andressa Tavares
abriu sua bolsa e despejou alguns apetrechos cativantes em forma de palavras. O sorriso ficou.

*Letícia Silva
colocou o Teatro como uma vitamina necessária aos hábitos atuais. Um capítulo que estaria ausente nos livros de nossa geração. Incrível. Nada que o autor possa escrever fará juz.

*Thais Alves faz tudo parecer realmente encantador ao dizer que não seria possível sentir outra coisa além de encanto.

*Ariana
usa seus superpoderes para declarar sua identificação com o Teatro. Pessoas como ela podem salvar o mundo com invejável espontaneidade.

*Carolyne Mota colocou uma essência fabulosa na cobertura do texto. Deixou mais saboroso, abriu uma franquia, elevou os 12 meses há uma era. Esse envolvimento só se propagada em quem escreve e lê com o mesmo apetite. Autor honrado.

*Cáh faz de uma figura de linguagem um agradecimento único e de enorme bom gosto.

*Déborah Arruda aprova o cardápio do Teatro e a temperatura do mesmo. O autor vibra com as constatações de tão divina leitora.

*Flávia Diniz estava sumida mas nunca seria esquecida. É uma das leitoras clássicas do Teatro.

*Bruna Lima Rodrigues Silva julga perfeito o calor do calendário. O autor julga fundamental a sua visita e sua opinião.

*Bruna F. T. sugere uma utopia. Ela passeia com extrema propriedade sobre o tema do post e argumenta de uma maneira tão sincera que nenhuma letrinha fica esquecida para quem lê. Nada que o autor disser poderá eliminar a opinião de vocês.
Entendi plenamente o contexto que sugeriu aqui e soou extremamente cativante para este que vos escreve.

*Ana Carolina (Grafite)
é sempre concisa e arrebatadora em suas palavras. Que essa sensibilidade seja intermitente.

*Amanda Arrais
usou sua perspicácia e sabedoria para compensar sua ausência no Teatro. Suas citações nunca são previsíveis e todas as vezes que oferece sua opinião, o mundo pára.

*Camila
gostou da apresentação em sua primeira visita e prometeu voltar. Pois volte mesmo!